memorias

Memórias de Terra e Água

Clarissa_Ribeiro_Teatro_Memorias_de_Terra_e_Água__December 14, 2024_19

Inspirado na obra de Mia Couto

Interpretação e Dramaturgia: André Morais

Direção Musical: Victor Figueiredo

Direção Cênica: André Morais e Lúcia Serpa

Iluminação: Fabiano Diniz

Figurino: Suzy Torres

Cenário: André Morais

Produção: Nina Rosa e Metilde Alves

Uma realização: Luz e Mistério Produções Artísticas

 

Sinopse

Memórias de Terra e Água, espetáculo indicado aos Prêmios Shell e APTR de Teatro, as duas mais importantes láureas das artes cênicas do país, entrelaça contos do celebrado escritor moçambicano Mia Couto, envolvidos por canções em línguas africanas, pela sonoridade dos tambores ao vivo e pela entrega de um ator à prosa poética e ao canto ancestral.

Um espetáculo sobre natureza e finitude. Desejo, ímpeto de vida e morte.

Um pescador veleja pelas águas divinas do rio de sua própria vida. Um menino narra as desventuras de um pai e sua partida. Uma mulher sofre na condição de uma relação enraizada na violência. Deus, materializado em pássaro, sobrevoa essas histórias, envolvidas pela ancestralidade que guia todo o universo.

A peça é uma produção do estado da Paraíba. Um solo do ator e cantor André Morais, profissional do ofício há 25 anos, responsável por obras que circularam por mais de 60 cidades do país. A direção cênica está a cargo da pesquisadora gaúcha Lúcia Serpa. Doutora em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação da ECA/USP, Lúcia traz ao processo toda a sua experiência na construção da cena a partir do processo emocional do artista. O espetáculo surge no luto do ator pela perda do pai assassinado. A morte que permeia toda a obra é envolvida pelo mítico que vibra na poética de Mia Couto e na pele do intérprete. Canções nas línguas africanas Kikongo e Kimbundu, cantadas ao vivo e abraçadas por elementos percussivos como Ilús, Congas, Pandeirões, Cowbells, Cajon, Djambê e Derbak, se tornaram potencializadoras emocionais desse trabalho.

“A rigor, é difícil traduzir em palavras o que acontece no palco, difícil mensurar o grau de embriaguez poética que envolverá o ser de cada pessoa diante de Memórias de Terra e Água. Um acontecimento teatral único, exemplar. A melhor lição do teatro poético é retomada aqui e eleva a uma potência inédita a voltagem de criação cênica”, escreveu Tânia Brandão, crítica, ensaísta, colaboradora do jornal O Globo e jurada dos prêmios APTR, Cesgranrio e Molière.

Trailer